Imagine que a vida é uma página em branco do Word. Eu me vejo diante dela, pensando em como preenchê-la da melhor maneira possível. Porque se a vida se resumisse a essa página, a pressão sobre o texto aumentaria drasticamente. É como se, de repente, cada linha escrita se tornasse uma decisão crucial. Cada escolha de palavra, cada vírgula, seria um caminho sem volta – não fosse, é claro, pela tecla “delete”.
A página em branco é promissora. Ela é uma utopia. Tudo, absolutamente tudo pode ser feito nela. E é justamente por isso que ela é o ícone emblemático do bloqueio criativo. Quando estamos diante de todas as possibilidades do mundo, escolher uma delas se torna uma tarefa quase impossível.

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