Começar a escrever algo foi difícil esses dias. Caso você esteja fora de
órbita ou ainda não se rendeu aos nossos badulaques modernos de comunicação, a
notícia do ano foi: o maior poeta voz da Geração Z morreu! Isso mesmo, foi
conferir de as paredes da casa de Deus eram azuis pessoalmente.
Não que eu fosse o maior dedicado dos fãs, não era aquela parava no
tempo pra ver alguma reportagem na TV sobre ele, nem aquele que se fosse
preciso vendia os dentes para pagar um ingresso no show, mas poxa, eu cresci escutando
as músicas, vendo as frases e sentindo que tinha um alguém que podia expressar
algo que estava sentindo.
Para mim foi mais uma grande perda artística, mas muitos dos meus heróis
já morreram de overdose. Mas para muitos é a primeira perda de um ídolo.
E, claro não pude deixar de ver ou ler por aí, “Como um cara desses
morre e muitos políticos safados ficam vivos?”. A minha resposta para isso é
muito simples: ele cumpriu sua missão aqui, e os que restaram estão tendo uma
nova oportunidade de corrigir os erros e se tornar minimamente úteis.
Perder alguém nunca é uma coisa fácil, ainda mais alguém amado e imitado
por milhões, mas seria egoísmo deixá-lo aqui, privando do descanso eterno e o
fazendo sofrer, afinal paz já não era uma coisa que ele encontrava por aqui.
Achei que o melhor modo de começar esse blog era homenageando este homem
que em pouco tempo fez muito, e acreditou na população jovem, fazendo músicas
reflexivas e atuais, em tempos de música de dois versos com dancinhas foras de
nexo. Valeu Alexandre Magno Abrão, valeu por lutar, deixar a mensagem de que
mesmo em dias de luta, os dias de glória virão!
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